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Literatura
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MOSAICO DE LUZES
12 de junho de 2010
Alexandre Fidalgo Fernandez
Luzes que formam o mosaico noturno da cidade Luzes que, em combinação com a brisa constante, prendem a atenção Em algumas janelas o movimento de pessoas que lutarão novamente ao amanhecer Junto com elas, a incerteza que permeia a cidade, incerteza que a noite traz Como se a escuridão ferida por alguns pontos errantes Se armasse com mais força para levar-nos à introspecção Fazendo com que cada um reflita sobre sua vida Perpetuando sem dó a incerteza de nossa existência Maquiada com o dia, que, por um breve momento, faz com que esqueçamos da morte Esqueçamos que tudo isso será deixado E que a hora nunca é revelada Escondam-se nessa proteção ilusória e falsa que é a rotina sem escrúpulos, os dias sem motivação Embrulhem-se na ilusão do dinheiro e da posse Mas nunca deixem de, à noite, sozinhos, pelo menos uma vez, sentir a brisa cobrando vocês de suas missões enquanto seus olhos estão fixados no mosaico de luzes urbano.
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As lágrimas que secamos | As alegrias que damos | Isto nunca é esquecido. | Todo amor, toda verdade | Ficará para eternidade. | Não passará, meu amigo!
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