Jornal Voz do Vale
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LITERATURA
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Três poemas de Florbela Espanca1 de março de 2010
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Florbela Espanca (Vila Viçosa, 8 de Dezembro de 1894 — Matosinhos, 8 de Dezembro de 1930), batizada com o nome Flor Bela de Alma da Conceição, foi uma poetisa portuguesa. A sua vida de trinta e seis anos foi tumultuosa, inquieta e cheia de sofrimentos íntimos que a autora soube transformar em poesia da mais alta qualidade, carregada de erotização e feminilidade.
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| Florbela Espanca (08/12/1894- 08/12/1030) | ||||
SaudadesSaudades! Sim.. talvez.. e por que não?… Esquecer! Para quê?… Ah, como é vão! Quantas vezes, Amor, já te esqueci, E quem dera que fosse sempre assim: Florbela Espanca - Livro de Soror Saudad Não serQuem me dera voltar à inocência Ah! Arrancar às carnes laceradas Ser nostálgico choupo ao entardecer, Ser haste, seiva, ramaria inquieta, Florbela Espanca - A mensageira das violetas
AlvorecerA noite empalidece. Alvorecer… Há andorinhas prontas a dizer Passos ao longe… um vulto que se esvai… E o luar que desmaia, macerado, Florbela Espanca - Charneca Em Flor
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